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Rubens Mário Mazzini Rodrigues, MD

Médico Psiquiatra - Porto Alegre - RS - CREMERS 9760
A Psiquiatria para mim, mais do que uma profissão, é um caminho para a realização de meu propósito de vida, que é a dedicação à tarefa de buscar, encontrar e ajudar a desenvolver meios de elevar o nível de consciência da humanidade em geral e ajudar a melhorar a qualidade de vida pessoal e dos relacionamentos humanos, de modo a favorecer o desenvolvimento de uma sociedade mais capaz de valorizar e promover a vida, promover a dignidade humana e, assim, contribuir para incrementar as possibilidades de satisfação, felicidade e realização para todo ser humano. Na minha visão a Psiquiatria vai além de apenas diagnosticar e tratar doenças através de uma abordagem exclusivamente organicista e farmacológica. Procuro praticar a Psiquiatria integrada com a Psicoterapia e quaisquer outras técnicas e práticas que possam contribuir para a promoção da saúde e qualidade de vida. A boa saúde mental é decorrência de um cuidado geral e integrado pela vida em todos os aspectos: orgânico, mental, emocional, existencial e espiritual.
A PSIQUIATRIA é o ramo da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como Depressão, Transtornos de Ansiedade, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia entre outros. A palavra Psiquiatria deriva do Grego e quer dizer "arte de curar a alma".

Uma pessoa da minha família tem o seguinte comportamento: 1) Nunca assume seus erros; sempre é culpa dos outros. 2) É incapaz de expressar gratidão quando ajudada por alguém. 3) É mentirosa e manipuladora. 4) É ciumenta e possessiva; não se importa de magoar ou prejudicar os outros.

É uma situação bastante delicada que necessita uma avaliação para se avaliar adequadamente. Pode ser apenas uma questão de maturidade emocional (dependendo da idade da pessoa) ou pode haver algum outro transtorno concomitante, inclusive, um Transtorno de Personalidade, que costuma incluir sintomas como os descritos. Transtornos de Personalidade codtumam ser de difícil tratamento, principalmente porque, de modo geral, a pessoa não busca tratamento por não ter muita consciência própria da doeça, quem percebe mais são as outras pessoas que convivem com ela. Como você descreveu, a tendência é colocar a culpa em fatores externos e ter dificuldade de reconhecer sua própria responsabilidade sobre suas dificuldades. Após avaliação o psiquiatra saberá dar o melhor encaminhamento para o caso.

 

Qual a sua opinião sobre os padrões de beleza colocados pela sociedade?

Os padrões de beleza variam ao longo do tempo de acordo com as diferentes regiões do planeta e até mesmo entre diferentes regiões de um mesmo país. Existem alguns padrões que costuma ter uma certa universalidade, que se baseiam nos aspectos estéticos da média das pessoas de uma sociedade. Quando as características da pessoa apresentam uma variação muito grande em relação à média, pode haver indicação de uma cirurgia plástica criteriosa, mas têm havido muitos exageros nesse sentido em função de padrões estereotipados, como, por exemplo, seios grandes para mulheres. Cada pessoa deve ser avaliada caso a caso. Em muitos casos pode haver um problema de auto-estima, depressão ou transtorno obsessivo que faz com que a pessoa tenha uma percepção distorcida de sua auto-imagem. O ideal é que antes de apelar para uma correção cirúrgica eventual a pessoa seja submetida a uma avaliação psiquiátrica. Se for apenas um caso de auto-estima, o psiquiatra poderá indicar psicoterapia e, caso haja a algum outro transtorno subjacente, o que não é raro, pode também iniciar o tratamento com psicofármacos.

Minha filha casou cedo e não soube assimilar muitas preocupações, é muito impaciente, por tudo faz uma guerra.

Para poder responder adequadamente sua pergunta é necessário fazer uma avaliação psiquiátrica para um diagnóstico preciso de modo a poder indicar o melhor tratamento. Pode se tratar apenas de uma questão de imaturidade emocional ou pode ter algum outro problema subjacente como Transtorno de Ansiedade ou Transtorno de Humor Bipolar, por exemplo. Se já existem outros casos na família com esse tipo de transtorno, é mais provável que ela também apresente. O psiquiatra poderá diagnosticar e indicar qual o melhor tratamento psicoterápico e, se for o caso, ao mesmo tempo já iniciar um tratamento medicamentoso se for constatado algum outro problema.

Tenho um filho adolescente com diagnóstico de TDAH desde os 7 anos. Com a chegada da adolescência o comportamento dele tem melhorado, mas os estudos têm ficado muito prejudicados. Percebo um desinteresse. Qual terapia seria mais indicada?

O TDAH em geral permanece durante a adolescência e pode perdurar até a idade adulta. Muitas vezes o transtorno gera maior dificuldade na vida escolar com a entrada na adolescência, devido ao aumento da complexidade dos estudos além dos problemas próprios da adolescência devidos às variações hormonais e mudanças no comportamento. Muitos transtornos psiquiátricos que podem ocorrer concomitantemente com o TDAH podem se apresentar na adolescência, como é o caso dos transtornos de humor e de ansiedade. Por isso, está indicada uma avaliação psiquiátrica ou poderá confirmar o diagnóstico de TDAH e indicar o tratamento mais adequado, bem como detectar algum outro diagnóstico se for o caso. Nesse caso, quanto mais precocemente o diagnóstico for realizado e o tratamento for iniciado, melhor. Existem muitas abordagens possíveis além da medicamentosa. A indicação da melhor terapia para cada caso depende de uma avaliação criteriosa.

Qual a diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista?

A principal diferença é que o Psiquiatra é um Médico, que cursa uma Faculdade de Medicina, na qual tem uma formação como Médico Generalista, e posteriormente faz uma especialização na área de Psiquiatria, se especializado no diagnóstico e tratamento de doenças mentais e dificuldades emocionais em geral. O Psicólogo cursa uma Faculdade de Psicologia, na qual recebe uma formação geral na área do comportamento e emoções. Como médico, o Psiquiatra, diferentemetne do Psicólogo, está apto a precrever e orientar o uso de medicamentos, ditos psicofármacos, que agem sobre a psique, de modo a ajudar no controle de sintomas e manter equilíbrio emocional. O Psiquiatra também pode, quando indicado, se valer de outras tecnologias como, por exemplo, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). 

O Médico Psiquiatra é o profissional melhor preparado e mais indicado para diagnosticar tratar doenças mentais, seja através de técnicas psicoterápicas quanto através do uso de medicamentos (psicofármacoterapia), que devem ser empregadas, de preferência, de modo integrado.

O Psicólogo é um profissional que tem uma formação específica através de uma Faculdade de Psicologia, na qual recebe formação geral e preparo para desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde psicológica e psicossocial, avaliar e atuar em problemas humanos de ordem psíquica, coordenar e manejar processos grupais, realizar aconselhamento psicológico e psicoterápico, além de elaborar pareceres e laudos técnicos. O psicólogo pode se especializar em diversas áreas: Psicologia do Trabalho, Escolar, Institucional, Neuropsciologia, Psicoterapia Individual e de Grupo, entre outras. O Psicólogo, assim como o Psiquiatra, também pode atuar em Psicoterapia desde que tenha um preparo específico para isso. A Psicoterapia realizada por Psicólogo não visa o tratamento de doenças mentais propriamente dito, mas pode ter valor complementar na medida em que pode auxiliar os pacientes a lidar com as dificuldades emocionais e de relacionamento que possam ser decorrentes de sua doença. O Psicólogo pode tambpem aplicar testes psicológicos e psicoténicos que servem para seleção de pessoas para diversos fins, inclusive de emprego ou profissionais. e psicodiagnósticos que podem servir como informação complementar e adicional ao diagnóstico psiquiátrico. 

Quando se trata do tratamento de doeças mentais em geral o ideal é que tratamento psiquiátrico e psicoterápico sejam feitos simultaneamente, pois ambos são complementares. Há Médicos Psiquiatras, como é o meu caso, que preferem aplicar pessoalmente o tratamento combinado, para evitar que o paciente seja abordado de forma dissociada. Há, no entanto, Médicos Psiquiatras que preferem deixar o tratamento psicoterápico a cargo de um Psicólogo com quem trabalha de forma conjunta e integrada. Nesse caso, é importante que ambos os profissionais se mantenham sempre em contato para encontrar a melhor forma de ajudar o paciente a lidar com sua patologia. Quando um Psicógo detecta ou suspeita que um paciente que o procura para psicoterapia seja portador de alguma doença mental o ideal é que o encaminhe a um Psiquiatra a fim confirmar o diagnóstico e introduzir o tratamento psicofarmacológico o mais precocemente possível, pois o retardo em iniciar o tratamento psicofarmacológico pode levar ao agravamento ou cronificação de uma doença mental subjacente às dificuldades emocionais que o paciente apresenta. 

Já, o Psicnalista, é um profissional que se especializa na aplicação da Psicanálise, que é uma técnica específica de psicoterapia criada por Sigmund Freud, que depois foi recebendo outros aportes e desenvolvimentos, que foram criando diferentes escolas e estilos, como o Kleiniando (baseado na obra de Melanie Klein), Junguiano (baseado na obra de Carl Jung), Lacaniando (baseado na obra de Jaques Lacan), etc. A Psicanálise é praticada tanto por Médicos quanto Psicólogos que fazem uma formação específica nessa área através de Escolas de Formação Psicanalítica.

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