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GRUPO ARTE DE VIVER
O GRUPO ARTE DE VIVER tem por objetivo reunir pessoas interessadas em aprender como podemos utilizar na prática os novos conhecimentos da Psicologia Positiva e da moderna Ciência da Felicidade para alcançar um patamar mais elevado de felicidade, bem estar e satisfação com a vida de forma sustentável ao longo de toda a existência. Conheça e Participe!
Dia e Hora: Todas as quintas-feira às 20 h Local: Rua Padre Chagas, 140 2º andar – Moinhos de Vento – Porto Alegre. Informações e Inscrições: pelo fone 3222.8000 ou pelo e-mail: crisalida@yatros.com.br Responsável Técnico: Dr. Rubens Mário Mazzini Rodrigues – Médico Psiquiatra - CRM 9760
A Ciência da Felicidade
por Rubens Mário Mazzini Rodrigues *
Estudos controlados sobre a felicidade, realizados em universidades, demonstram que 50% do nosso potencial para a felicidade está determinado por nossa herança genética e, bem ao contrário do que comumente se acredita, apenas 10% de nosso estado de felicidade depende das circunstâncias de vida. Os restantes 40% dependem de nossas atitudes e padrões de pensamento.
O QUE É FELICIDADE?
Desde então, a felicidade pode ser estudada e avaliada de modo científico. Daí surgiu a Ciência da Felicidade, a qual vem elaborando estratégias capazes de modificar essas atitudes e padrões através da aquisição de novas habilidades que podem ser aprendidas e aperfeiçoadas continuamente através de treinamento. Atualmente existem testes, baseados em questionários, que podem ser aplicados de modo a medir o potencial genético básico das pessoas para a felicidade e o estado de felicidade de cada momento. Esses testes permitem avaliar de modo objetivo o avanço da pessoa no processo de aquisição das habilidades capazes de gerar mais felicidade.
QUEM É FELIZ?
O PAPEL DAS CIRCUNSTÂNCIAS
Como já foi dito, apenas 10% de nosso estado de felicidade depende das circunstâncias, ou seja, de fatores externos do meio em que vivemos. Por exemplo, pessoas muito ricas, empresários, comerciantes, e outros profissionais bem sucedidos, estatisticamente apresentam níveis de felicidade apenas ligeiramente superiores a seus empregado, que possuem um nível material muito inferior. Sabe-se que as pessoas casadas, em média, gozam de um nível de felicidade melhor que dos solteiros ou separados. No entanto, em média, 25% das pessoas casadas contra 21% dos solteiros se declara “muito feliz”, mostrando que essa circunstância não afeta muito significativamente os níveis de felicidade das pessoas.
VERDADES E MENTIRAS SOBRE A FELICIDADE
Existem algumas crenças disseminadas a respeito da felicidade que fazem parte de nossa cultura que, quando examinadas mais a fundo, se demonstram falsas. Por exemplo: a crença de que a infância é a fase mais feliz da vida, a crença de que o dinheiro traz felicidade ou de que as pessoas mais bonitas são mais felizes. As pesquisas demonstram que o nível de felicidade tende a aumentar com a idade ao longo da vida atingindo seu ponto mais alto aos 75 anos, só depois começa a declinar lentamente, sem jamais chegar aos índices da infância, que são os mais baixos, lamentavelmente.
DINHEIRO E FELICIDADE
O nível de conforto material do qual a média das pessoas desfruta atualmente equivale ao que os 5% mais ricos desfrutavam há cinqüenta anos. Entretanto, o nível médio de felicidade dos norte-americanos em 1940 era de 7,5. Hoje está em 7,2. No entanto, o nível médio de riqueza atual é equivalente ao dobro do nível de 1940. Por outro lado, não só a ênfase no materialismo não redunda em felicidade como se tem mostrado um fator prognóstico de infelicidade. Um estudo acompanhou o nível de felicidade de doze mil calouros de universidades norte-americanas dos 18 aos 36 anos. No início do estudo foi perguntado a todos qual o seu principal objetivo de vida: ganhar dinheiro ou a realização pessoal? No final do estudo, dezoito anos depois, verificou-se que o nível médio de felicidade daqueles que declaram “ganhar dinheiro” como o principal objetivo era inferior à média dos que declararam ser a “realização pessoal”.
Outro estudo acompanhou o nível de felicidade de pessoas que ganharam altos prêmios de loterias. Verificou-se que, um ano após terem ganhado o prêmio, seu nível de felicidade não era maior do que o de seus amigos que nunca ganharam na loteria. Isso se deve a um fenômeno chamado adaptação hedonística, que faz com que o ser humano se adapte rapidamente a mudanças fisiológicas e sensoriais, devido a esse fenômeno, as mudanças e incrementos de felicidade causados pelas circunstâncias nos deixam felizes por algum tempo, mas por muito pouco tempo, muito menos do que gostaríamos ou que costumamos acreditar. A natureza sabe o que faz, pois isso impede que nos acomodemos por muito tempo a partir dos resultados obtidos e se torna uma vantagem adaptativa quando coisas ruins acontecem.
FELICIDADE E BELEZA
Outra crença cultural muito comum e excessivamente valorizada no dias de hoje é a relação entre beleza e felicidade. Isso faz, por exemplo, com que as cirurgias plásticas estéticas sejam cada vez mais procuradas. Atualmente no Brasil, a lipoaspiração e o implante de silicone são as cirurgias mais realizadas de todas. A maioria das pessoas declara ter ficado mais felizes com sua aparência física depois da cirurgia, mas por muito pouco tempo. Na verdade, e esse é um dado pouco conhecido e pouco divulgado, muitas pessoas não ficam satisfeitas com a mudança em sua aparência após cirurgias plásticas e se tornam menos felizes, de uma forma mais duradoura do que as que ficam felizes, podendo chegar à depressão e até mesmo ao suicídio. Isso acontece porque essa mudança circunstancial na aparência física não afeta o funcionamento cerebral e não muda os padrões de pensamento e atitude em relação à vida, ou seja, não atinge o ponto central da questão, os aspectos que realmente fazem a diferença. Na realidade o que acontece é justamente ao contrário do que se acredita: as pessoas felizes se sentem mais bonitas, pois as pessoas felizes tendem a perceber tudo em suas vidas de maneira mais positiva e otimista, inclusive sua aparência. Todos nós conhecemos pessoas bonitas que são muito infelizes e pessoas julgadas “feias”, de acordo com os padrões vigentes de beleza, que são muito mais felizes. O mesmo ocorre em relação à riqueza material.
CONCLUSÕES
A felicidade não é algo a ser “encontrado”, é algo que precisa ser criado ou construído ao longo de toda a vida. É esse processo de criação que precisamos conhecer melhor se quisermos ser felizes de forma duradoura. Em resumo, a fonte da felicidade consiste em como você se comporta, como pensa e que metas estabelece a cada dia de sua vida. Qualquer empenho no sentido de realizar mudanças na vida, inclusive em relação aos níveis de satisfação e felicidade, requer um esforço sustentado de um jeito certo e eficaz. A felicidade realmente não cai do céu e dificilmente acontece por acaso. Tornar-se feliz de modo duradouro requer algumas mudanças permanentes que exigem esforço, compromisso e disciplina bem orientados. Não há felicidade sem ação! E, ação requer tomada de decisão.
Sim, ser feliz dá trabalho, mas esse “trabalho” pode ser o mais gratificante de todos. ________________________________________________________________________________________
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