Artigos

Psicoterapia Integrativa

A Experiência Terapêutica

A Experiência Terapêutica de Grupo

Transtorno de Déficit de Atenção

Transtorno de Pânico

Radicais Livres Emocionais

Transtorno Bipolar do Humor


 

Rubens Mário Mazzini Rodrigues, MD 
Médico Psiquiatra - Porto Alegre - RS - CREMERS 9760


A EXPERIÊNCIA TERAPÊUTICA DE GRUPO

Rubens Mário Mazzini Rodrigues*

         Mais recentemente na história da psicoterapia, foram desenvolvidas técnicas de psicoterapia de grupo. O grupo tem por objetivo ampliar a vivência individual acrescentando à experiência de cada participante também uma relação de grupo que se caracteriza como sui generis. O grupo terapêutico se diferencia essencialmente dos demais grupos dos quais as pessoas participam. A primeira diferença está no tipo de liderança. Todos os grupos têm um líder que tem algum grau de ascendência sobre os membros atuando de forma mais ou menos autoritária. O terapeuta não é um líder autoritário, tem apenas a autoridade de seu conhecimento e experiência (não incontestáveis) e a autoridade de coordenador delegada pelos participantes. Não usará em hipótese alguma esta autoridade para criticar, obrigar, forçar, cobrar, oprimir, humilhar, depreciar qualquer dos participantes. Não tem a função de conduzir o grupo para alcançar determinado objetivo, funciona apenas como transmissor de algum conhecimento e como facilitador das transações mantendo a mesma atitude válida para o encontro individual. Através de técnicas específicas propõe (não impõe) ao grupo vivências de situações inusitadas que visam ajudar os participantes a alcançar os seus objetivos de crescimento pessoal. Tais como:

  • Auto-conhecimento, os participantes tem oportunidade de tomar consciência de coisas sobre si mesmos que, em geral, passam despercebidas no cotidiano.

  • Aumento de sensibilidade, as vivências visam ajudar os participantes a liberar os bloqueios comumente impostos à sensibilidade pessoal de cada um pelas vivências repressivas familiares e sociais.

  • Incremento da auto-estima, ao se constituir numa comunidade afetiva, na qual as críticas e agressões são substituídas por aceitação e incentivo, os participantes vão podendo incrementar seu sentimento de valor pessoal abalado ao longo das relações familiares e sociais neuróticas.

  • Melhora da auto-imagem, as vivências procuram auxiliar os participantes a se livrarem dos aspectos negativos de sua auto-imagen - as quais lhe foram impostas de fora para dentro - ajudando-o, assim, a criar uma nova auto-imagem, criada de dentro para fora, mais adequada à satisfação de suas necessidades, objetivos e desejos pessoais.

  • Melhora da capacidade de relacionamento interpessoal, através da participação em um grupo de ajuda mútua, direcionado ao crescimento pessoal, o participante tem a oportunidade de adquirir novos e mais salutares padrões de relacionamento interpessoal.

  • Eliminação de preconceitos, a atitude de aceitação mútua ajuda cada um dos participantes a diminuir os preconceitos acumulados nas relações comuns que, normalmente, limitam sua visão do mundo e das demais pessoas.

  • Ruptura de paradigmas, as vivências inusitadas visam desmontar modelos pré-determinados de compreensão do mundo, das relações e da natureza humana, que bitolam a percepção e a criatividade das pessoas.

  • Liberação da criatividade, através da permissão para manifestar livremente o pensamento (por mais estranho que pareça aos padrões vigentes) cada indivíduo descobre que é capaz de muito mais do que imaginava, favorecendo assim o processo de individualização que é a criação da identidade, no qual cada um precisa continuamente re-inventar a si mesmo.

  • Aumento da capacidade de percepção, as relações sociais comuns causam um sistemático embotamento da nossa percepção na medida em que vão nos apresentando visões e imagens pré-concebidas da realidade sem dar muita oportunidade de questionamento. No grupo terapêutico, cada participante tem liberdade para questionar, duvidar, apresentar novas percepções, diferentes pontos de vista, sem precisar temer ser alvo de críticas destrutivas. Esta vivência é altamente enriquecedora em vista da variedade de novas percepções que podem surgir daí, sendo que cada nova percepção tem um efeito multiplicador em cascata. Para tanto são aplicadas técnicas específicas que visam incrementar a percepção sensorial, afetiva, cognitiva e proprioceptiva.

        Por onde começar?

"Começamos por tudo ao mesmo tempo"

Aldous Huxley

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Rubens Mário Mazzini Rodrigues
Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta
CRMERS - 9760

Rua Padre Chagas, 140 conj 201
Porto Alegre - RS - 90.570-080

Fone: 51 3222 800 Cel: 51 8127 4595
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