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Depressão Masculina

Embora a depressão seja mais prevalente entre as mulheres os homens também sofrem de depressão. Na verdade, a depressão entre os homens é bem maior do que se imagina ou do que os homens gosatariam de admitir. Em função de aspectos culturais os homens tendem a esconder a depressão, até mesmo de si mesmos, muitas vezes com sentimentos de hostilidade, raiva e irritabilidade. É mais frequente, inclusive, que os homens apelem para uso de drogas como álcool e cocaína, muitas vezes desenvolvendo dependência. Por trás de muitos casos de alcoolismo e dependência química se encontra a depressão, especialmente entre os homens. Ao contrário das mulheres, que expressam a depressão de forma mais visível através de tristeza, apatia e choro os homens a expressam mais através de sentimentos de desesperança, pessimismo, baixa autoestima e confusão quanto a metas e identidade. Com isso os homens tendem a retardar mais a busca de ajuda para tratar a depressão, pois associam depressão à ideia de fraqueza, fazendo com que só procurem ajuda quando o quadro já está mais grave e avançado, o que é muito prejudicial, pois, como é sabido, quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, melhores os resultados.

Ocultação de sentimentos

Os homens costumam ocultar mais o que estão sentindo do que as mulheres, dificilmente falam para os amigos ou familiares sobre seus sentimentos de depressão e desvalia, justamente para não serem julgados e rotulados, de modo que vão criando mecanismos de defesa, formando capas que encobrem seu verdadeiros sentimentos. 

Outra forma como os homens tratam de ocultar a depressão é através de simulação de sentimentos contrários; mesmo estando tristes procuram representar que estão bem, alegres e felizes. O álcool é basante utilizado para ajudar nessa simulação.

Discurso pessimista ou fatalista

É relativamente normal que todos tenham pensamentos pessimistas ou fatalistas, mas o homem quando está deprimido tende a exagerar nesses pensamentos, escondendo, assim, sua depressão atribuindo os problemas e dificuldades a fatores externos que estão fora de seu controle. Isto fica muito fácil quando realmente as coisas não vão muito bem no mundo externo, como em época de crise, como a que vivemos atualmente.

Perda de interesse

Outro sintoma comum é a perda de interesse em atividades que normalmente eram prazerosas, como a prática de atividades física e esportivas, em especial o futebol, muitas vezes sob a alegação de estar se sentindo cansado em função do trabalho (mas não admitindo que o cansaço possa se dever à depressão). Como também  há uma tendência ao isolamento social há uma diminuição da busca de atividades sociais e em grupo, inclusive o tradicional jogo futebol com os amigos ou outros esportes ou atividades em grupo. Há uma menor disposição para participação em festas e reuniões sociais em geral.

Busca de emoções fortes

Uma outra maneira como o homem procura esconder ou compensar a depressão é a busca de atividades intensas e até mesmo perigosas, como excesso de velocidade - o que cria um risco adicional - ou a prática de esportes radicais. O objetivo inconsciente é aumentar a descarga de neurotransmissores como noradrenalina e dopamina, que até podem ter algum efeito antidepressivo, mas, como na depressão há uma queda da oferta desses neurotransmissores, o excesso dessas atividades pode causar ainda mais depleção da disponibilidade desses neurotransmissores, tendo como resultado final um agravamento em vez de melhora da depressão.

Insônia 

Muitas vezes a insônia é um sintoma proeminente, que acaba levando o paciente ao médico.

Queda da libido ou déficit de ereção

A diminuição da libido e maior dificuldade de ereção também podem estar presentes na depressão, sendo esses sintomas que ocorrem em estágios mais avançados, quando então, muitas vezes, se rompe a resitência em procurar um médico para ver o que está errado. O ideal é que a ajuda seja procurada antes que o quadro chegue nesse ponto.

O que se pode fazer?

É preciso buscar um diálogo franco ajudando a pessoa a se questionar se o seu comportamento não poderia estar relacionado a problemas emocionais, tentando mostrar que ele vem apresentando mudanças de comportamento que não são normais no seu padrão habitual e que talvez seria bom procurar um médico para fazer alguns exames. Como há uma resistência maior em procurar diretamente um psiquiatra o paciente pode ser convencido a procurar um clínico para realizar um check up, assim haverá uma oportunidade de que o clínico possa fazer o diagnóstico de depressão e eventualmente encaminhá-lo para uma avaliação psiquiátrica. Outro caminho é aconselhar a procurar um psicólogo para dar início a uma psicoterapia, caso o psicólogo identifique a necessidade do uso de medicação poderá poderá solicitar uma avaliação psiquiátrica. O importante é ajudar a pessoa a entender que alguma coisa está errada e que precisa buscar ajuda o mais precocemente possível.

 

Rubens Mário Mazzini Rodrigues, MD

Médico Psiquiatra - Porto Alegre - RS - CREMERS 9760
A Psiquiatria para mim, mais do que uma profissão, é um caminho para a realização de meu propósito de vida, que é a dedicação à tarefa de buscar, encontrar e ajudar a desenvolver meios de elevar o nível de consciência da humanidade em geral e ajudar a melhorar a qualidade de vida pessoal e dos relacionamentos humanos, de modo a favorecer o desenvolvimento de uma sociedade mais capaz de valorizar e promover a vida, promover a dignidade humana e, assim, contribuir para incrementar as possibilidades de satisfação, felicidade e realização para todo ser humano. Na minha visão a Psiquiatria vai além de apenas diagnosticar e tratar doenças através de uma abordagem exclusivamente organicista e farmacológica. Procuro praticar a Psiquiatria integrada com a Psicoterapia e quaisquer outras técnicas e práticas que possam contribuir para a promoção da saúde e qualidade de vida. A boa saúde mental é decorrência de um cuidado geral e integrado pela vida em todos os aspectos: orgânico, mental, emocional, existencial e espiritual.
A PSIQUIATRIA é o ramo da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como Depressão, Transtornos de Ansiedade, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia entre outros. A palavra Psiquiatria deriva do Grego e quer dizer "arte de curar a alma".

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