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SUPERANDO O ESTIGMA DA DOENÇA MENTAL

Apesar de todo o avanço já alcançado, o estigma em relação à doença mental ainda é muito grande. Entre outras coisas, o preconceito impede que muita gente busque ajuda precocemente, quando o tratamento pode ser mais efetivo. Como todo preconceito, esse estigma é produto do desconhecimento e desinformação. Um pouco mais de informação pode ajudar a superar esse estigma, prevenir uma grande quantidade de sofrimento e ajudar muitas pessoas a viverem uma existência mais rica, saudável e satisfatória.

Problemas de Saúde Mental são mais comuns do que a maioria das pessoas imagina

A doença mental é mais prevalente, por exemplo, do que o câncer. Um em cada cinco adultos sofre de alguma forma de doença mental em algum momento de suas vidas. O custo das doenças mentais não diagnosticadas - especialmente a depressão - é terrivelmente alto. A segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 e 24 anos é o suicídio. Comportamento aditivo, transtornos alimentares, abuso de álcool e drogas, prejudica a vida de milhões de pessoas, alguns mesmo antes de se tornarem adolescentes. 

Problemas de saúde mental podem se tornar uma ameaça à vida, mas eles não precisam ser. O mais importante é que sejam detectados e tratados o mais cedo possível. O estigma impede que muitos procurem ajuda a tempo.

O Custo do Preconceito

Desde pessoas que sofrem de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo, abuso de substâncias, alcoolismo, transtorno de pânico e fobia até transtorno bipolar e esquizofrenia, todas são prejudicadas em alguma medida devido ao preconceito, inclusive sendo vítimas de bullying nas escolas, nos locais de trabalho e, inclusive, no ambiente famíliar.
Cerca de um em cada 25 adultos sofre de uma doença mental suficientemente grave para inteferir com suas atividades diárias. Mas, muitas mais lutam com preocupações excessivas, baixa auto-estima, pensamentos e sentimentos perturbados de modo pouco perceptível. Muitas vezes, é preciso uma situação de emergência ou perda de vida para fazer as pessoas tomarem alguma atitude.

O primeiro sinal de que alguém necessita ajuda para lidar com problemas de saúde mental provavelmente não acontecem no consutório do terapeuta, costuma acontecer  lá fora, no mundo real, de várias maneiras muito familiares:

- "Eu não preciso de ajuda, sou forte o bastante. Posso resolver sozinho(a)".
- "Pedir ajuda é sinal de fraqueza".
- "Se eu procurar tratamento as pessoas vão pensar que eu sou louco(a)".
- "Na minha família aprendemos que cada um deve se virar por si mesmo".
- "Quero lidar com isso por conta própria".
- "As pessoas vão pensar que sou um fracasso".
- "Meus problemas não são grandes o suficiente".
" "Não sei o que fazer".

Isso é o preconceito falando. Essas expressões nos desafiam a ajudar as pessoas a reconhecer o estigma (crenças negativas sobre questões de saúde mental) quando ele aparece. As pessoas precisam aprender a adotar novas atitudes de compaixão, abertura e aceitação em relação aos problemas de saúde mental. Muitas pessoas deixam de buscar ajuda porque subestimam o problema, não sabem o que fazer, ou sentem vergonha. Não precisa ser desse jeito.

Maneiras simples de combater o preconceito

O que podemos fazer para tomar consciência das atitudes negativas sobre saúde mental?

Primeiro, precisamos superar a ideia de que "pessoas normais não necessitam terapia". É preciso que as pessoas compreendam que procurar aconselhamento ou terapia é apenas uma forma de auto-cuidado como qualquer outro, não é algo apenas para pessoas em crise. É para qualquer um que queira, a qualquer tempo, se permitir buscar um maior bem-estar na vida. Que vergonha há nisso? Muitas celebridades têm ajudado a abir o caminho falando abertamente em entrevistas e nas mídias sociais sobre seus problemas de saúde mental. Na verdade, procurar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de força. É preciso mais coragem para buscar ajuda do que fugir dos problemas e negar a realidade.

Será muito melhor para todos se os problemas de saúde mental forem encarados da mesma forma que os problemas de saúde física. Se alguém sente uma dor abdominal, ou qualquer outra dor ou sintoma que a incomoda, essa pessoa, naturalmente, procura um médico para buscar ajuda e se sentir melhor. Da mesma forma quem se sente ansioso, deprimido, confuso, desanimado, triste, infeliz, deveria poder buscar ajuda com a mesma naturalidade. 

Cada um de nós pode ajudar a superar esse estigma divulgando conhecimentos e informação de que a doença mental é um problema ordinário, comum, normal, como qualquer problema de saúde física, que pode acontecer a quaquer um de nós em algum momento da vida e que buscar ajuda o mais cedo possível é importante e tão natural quanto procurar um médico quando se sente dor ou qualquer sofrimento físico. Inclusive as taxas de suicídio podem ser reduzidas apenas ajudando mais pessoas se sentirem à vontade para procurar ajuda. Podemos reduzir o estigma contra a saúde mental falando mais abertamente sobre a importância de se buscar maior bem-estar mental e emocional.


 

Rubens Mário Mazzini Rodrigues, MD

Médico Psiquiatra - Porto Alegre - RS - CREMERS 9760
A Psiquiatria para mim, mais do que uma profissão, é um caminho para a realização de meu propósito de vida, que é a dedicação à tarefa de buscar, encontrar e ajudar a desenvolver meios de elevar o nível de consciência da humanidade em geral e ajudar a melhorar a qualidade de vida pessoal e dos relacionamentos humanos, de modo a favorecer o desenvolvimento de uma sociedade mais capaz de valorizar e promover a vida, promover a dignidade humana e, assim, contribuir para incrementar as possibilidades de satisfação, felicidade e realização para todo ser humano. Na minha visão a Psiquiatria vai além de apenas diagnosticar e tratar doenças através de uma abordagem exclusivamente organicista e farmacológica. Procuro praticar a Psiquiatria integrada com a Psicoterapia e quaisquer outras técnicas e práticas que possam contribuir para a promoção da saúde e qualidade de vida. A boa saúde mental é decorrência de um cuidado geral e integrado pela vida em todos os aspectos: orgânico, mental, emocional, existencial e espiritual.
A PSIQUIATRIA é o ramo da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como Depressão, Transtornos de Ansiedade, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia entre outros. A palavra Psiquiatria deriva do Grego e quer dizer "arte de curar a alma".

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